Maitê Proença pede desculpas

Essas desculpinhas não me convenceram. Não sei se foi impressão minha, mas notei muita prepotência e arrogância nessas “retratações” feitas ao povo português.

No vídeo, ela diz que: “aquilo não passou de uma brincadeira, e quem não entende como tal é porque não conhece o contexto dentro do qual ele foi exibido, que é um programa que compreende o humor.”

Brincadeira, né? Isso me lembra o guia Rio for Parties , que causou polêmica ao descrever as mulheres brasileiras como objetos sexuais. Nesse caso, a justificativa também se baseia no humor :”um guia bem humorado, com linguagem descontraída”.

Situações como essas mostram que se deve ser cuidadoso ao fazer brincadeiras sobre algum lugar, ainda mais no mundo atual, quando uma atitude ambígua (principalmente de gente famosa) pode rodar o globo em segundos, manchando a reputação da pessoa em uma escala incalculável.

Não quero jogar pedras em Maitê Proença, apesar da atitude impensada e das declarações infelizes, creio que ela aprendeu a lição. É muito complicado fazer piadas desse gênero em um programa que é transmitido para 150 países.

Preconceito é algo que todos nós temos, alguns ainda estão muito arraigados em nossa cultura, já que até pouco tempo atrás, negros e mulheres eram considerados inferiores ao homem branco. Às vezes falamos algo preconceituoso sem nos darmos conta, e situações como a de Maitê são lições para nós, porque nos ensinam a respeitar os outros.